sexta-feira, 11 de novembro de 2011

As escolas na Suécia

Esta semana participei num encontro da FLE - Forúm para a Liberdade de Educação, realizado na Fundação Calouste Gulbenkian sobre o tema: "Liberdade de escolha e das escolas com contrato na Suécia".

Acerca das reformas educativas efectuadas na Súecia em 2007, nesta altura, a educação não respondia às necessidades de desenvolvimento rápido das Tecnologias de Informação, situação semelhante do que se passa hoje em Portugal. O caminho que a Suécia escolheu, foi de regular a liberdade de escolha. Ou seja, não tendo como objectivo os dois extremos, o estado dono da escola e do outro, a escola sem a mão do estado. O objectivo foi o de regular a liberdade de escolha, de modo a poder acompanhar de perto todas as escolas e inspeccionar da forma mais adequada. Estar por perto, e responder aos desafios, que entretanto nos anos 90 cresceram em relação à maneira de estar da Suécia. Que nada se compara à maneira de estar dos portugueses, pois os suecos são um povo com um forte individualismo, com valores muito fortes e de grande confiança social, para eles, o estado tem quase um papel secundário na história.

Os desafios cresceram nos anos 90, com uma descentralização muito forte, sendo que tanto as escolas públicas ou as escolas com contrato de associação (nome a que foram chamadas, ou ainda, de escolas independentes) passaram a ser completamente gratuitas para ambas as organizações. Os pais, ganharam de certa forma uma grande influência, e a possibilidade de criação de escolas próprias para os seus filhos.

As escolas com contrato de associação, para além de terem também o financiamento público, qualquer criança tem o direito de entrar, independentemente da sua àrea de residência, a escola é obrigada a aceitar, não pode escolher os seus alunos, por exemplo, mesmos alunos com cuidados especiais devem aceitar sempre, pois o estado financia os seus custos. Podem escolher os seus professores, tem de ter experiência e não podem empregar os professores por tempos curtos, sempre a longo prazo, isto em todas as escolas. Estas escolas, baseiam-se numa grande estrutura de influência dos pais, pois os pais podem retirar os filhos da escola quando quiserem e na próxima semana já estão noutra, não precisam de esperar pelo próximo período lectivo, tal como acontece na Holanda. Mais poder para os pais e menos para as escolas.

Contudo, as medidas tomadas pela Suécia na Educação não são vistas com grande sucesso, por outro lado, de nada de compara conosco por cá, não só pelo contexto histórico ser muito diferente, como as condições não são as mesmas. Pela taxa de analfabetismo (nós cerca de 30%, para eles era quase a maioria), pelo peso do individualismo, da grande confiança deles, da desigualdade económica que nós temos mais, e da nossa grande falta de informação. A Suécia fica aqui nesta discussão apenas como exemplo, não sei se a seguir, mas principalmente como reflexão para todos nós.

Escolher uma escola para os filhos na Suécia, é muitas vezes uma escolha social e menos nos rankings, é mais um alinhar de traços de identificação. Em Portugal, temos pouca informação, é mais nos rankings que depois sabemos que ainda são tratados pela comunicação social. Na suécia as escolas são pequenas, por cá, são cada vez maiores, e maiores ...

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