terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Inquérito sobre o Ensino Doméstico

Exma. Senhora,
Exmo. Senhor,

Sou estudante do Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias de informação pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa (http://www.iscte-iul.pt). O meu orientador é o professor Doutor Gustavo Cardoso (http://mccti.ds.iscte.pt/2011/03/gustavo-cardoso-2/) e a minha co-orientadora é a professora Doutora Teresa Seabra (http://www.ms.espp.iscte-iul.pt/np4/10/35.html ). Desenvolvo neste momento uma investigação sobre o Comportamento das Famílias em ensino doméstico, bem como o conhecimento do mesmo. Este inquérito, inscrever-se no meu projecto final de Mestrado sobre a Tese " A questão da Educação como uma questão social - caso de estudo, o ensino doméstico em Portugal".

É direccionado a todos os pais, principalmente aos que tenham crianças em ensino doméstico.

O link para resposta é o seguinte: https://www.surveymonkey.com/s/5B2GCTN

Mais uma vez obrigado pela sua colaboração,

Cláudia Almeida

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O Estado da Quinta

Nestes últimos dois meses, a futura quinta de Torres Vedras procurou o seu espaço, procurou e visitou alguns terrenos, pois deseja encontrar um sítio tranquilo, grande e com muito verde. Na verdade, tinha dois em vista, um no Maxial e outro em Outeiro da Cabeça.

Com o início do ano, o mês de Janeiro foi altura de decidir qual dos terrenos e avançar, sendo que no dia 3 de Janeiro começou-se bem o ano, logo com uma reunião na Câmara Municipal de Torres Vedras a saber da aceitação do terreno, se os terrenos têm as condições ideais.

A reunião correu muito bem, e a receptividade e apoio para o projecto da quinta idem. Retirei algumas dúvidas, tais como se iria ser uma empresa ou associação, o que posso construir nestes terrenos e contactos, parcerias com a câmara. Decidi que vai ser uma empresa, com o apoio da câmara, sendo que quanto ao terreno, não fazia a mínima ideia que uma caravana por exemplo, podia ser considerado um tipo de construção, ou seja, tudo depende do tipo de terreno, área disponível para construir algo ou não. Assim, como assim, continuo em contacto com a câmara para entregar mais dados sobre o terreno, tendo em vista outros também para avaliação.

Depois, direi mais...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A minha tese Mestrado

Viva, o que ainda não tinha contado, é que este projecto vai ser apresentado em Setembro do próximo ano no ISCTE-IUL. O que significa, preparar e estudar aprofundadamente determinados temas específicos. Ou seja, isto é um estudo aplicado à vida real, não vive só de teoria, mas sim de estudos e analíses práticas sobre a questão da Educação.


Assim, juntei duas àreas da minha vida que me interessam aprofundar: A Educação e a Sociedade. Por um lado, uma tese de Mestrado que têm no mesmo lado, uma cara funcional e prática de desenvolvimento, e posso dizer, ao longo da vida.


Segue o texto em anexo sobre o tema da Tese: "A Educação como uma questão social"


"A Proposta de estudo, acerca da questão da educação como uma questão social, vai no sentido de investigar a posição actual da educação em Portugal, como também, o seu contributo no desenvolvimento do pensamento humano, a forma de estar e ser no mundo. Pelo ser da educação, agente responsável pela cultura de uma sociedade e condutor da criação. Demonstrar assim, os novos desafios da educação na sociedade actual, e o seu potencial de futuro, nomeadamente o ensino doméstico.
Por outro lado, invocar uma das formas da existência humana, o ato de comunicar, como um projecto de vidas, onde se desenvolvem as relações humanas e, determinar as premissas pelo quais são necessárias, para considerar a educação como uma grande questão cultural.
O grande objectivo deste trabalho, através destas considerações, é demonstrar que a educação precisa de premear tudo, e como, sem ela, não se pode solucionar os grandes problemas sociais do futuro.
Em termos específicos, perceber de que forma a aprendizagem natural pode afectar a sociedade do futuro. Saber até que ponto, as artes alteram os movimentos sociais, e o seu impacto no desenvolvimento natural das crianças."

Muito trabalhinho...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

As escolas na Suécia

Esta semana participei num encontro da FLE - Forúm para a Liberdade de Educação, realizado na Fundação Calouste Gulbenkian sobre o tema: "Liberdade de escolha e das escolas com contrato na Suécia".

Acerca das reformas educativas efectuadas na Súecia em 2007, nesta altura, a educação não respondia às necessidades de desenvolvimento rápido das Tecnologias de Informação, situação semelhante do que se passa hoje em Portugal. O caminho que a Suécia escolheu, foi de regular a liberdade de escolha. Ou seja, não tendo como objectivo os dois extremos, o estado dono da escola e do outro, a escola sem a mão do estado. O objectivo foi o de regular a liberdade de escolha, de modo a poder acompanhar de perto todas as escolas e inspeccionar da forma mais adequada. Estar por perto, e responder aos desafios, que entretanto nos anos 90 cresceram em relação à maneira de estar da Suécia. Que nada se compara à maneira de estar dos portugueses, pois os suecos são um povo com um forte individualismo, com valores muito fortes e de grande confiança social, para eles, o estado tem quase um papel secundário na história.

Os desafios cresceram nos anos 90, com uma descentralização muito forte, sendo que tanto as escolas públicas ou as escolas com contrato de associação (nome a que foram chamadas, ou ainda, de escolas independentes) passaram a ser completamente gratuitas para ambas as organizações. Os pais, ganharam de certa forma uma grande influência, e a possibilidade de criação de escolas próprias para os seus filhos.

As escolas com contrato de associação, para além de terem também o financiamento público, qualquer criança tem o direito de entrar, independentemente da sua àrea de residência, a escola é obrigada a aceitar, não pode escolher os seus alunos, por exemplo, mesmos alunos com cuidados especiais devem aceitar sempre, pois o estado financia os seus custos. Podem escolher os seus professores, tem de ter experiência e não podem empregar os professores por tempos curtos, sempre a longo prazo, isto em todas as escolas. Estas escolas, baseiam-se numa grande estrutura de influência dos pais, pois os pais podem retirar os filhos da escola quando quiserem e na próxima semana já estão noutra, não precisam de esperar pelo próximo período lectivo, tal como acontece na Holanda. Mais poder para os pais e menos para as escolas.

Contudo, as medidas tomadas pela Suécia na Educação não são vistas com grande sucesso, por outro lado, de nada de compara conosco por cá, não só pelo contexto histórico ser muito diferente, como as condições não são as mesmas. Pela taxa de analfabetismo (nós cerca de 30%, para eles era quase a maioria), pelo peso do individualismo, da grande confiança deles, da desigualdade económica que nós temos mais, e da nossa grande falta de informação. A Suécia fica aqui nesta discussão apenas como exemplo, não sei se a seguir, mas principalmente como reflexão para todos nós.

Escolher uma escola para os filhos na Suécia, é muitas vezes uma escolha social e menos nos rankings, é mais um alinhar de traços de identificação. Em Portugal, temos pouca informação, é mais nos rankings que depois sabemos que ainda são tratados pela comunicação social. Na suécia as escolas são pequenas, por cá, são cada vez maiores, e maiores ...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ideias perigosas sobre uma crise

Na passado dia 3 de Novembro, participei num documentário e discussão sobre "Ideias perigosas sobre uma crise" no grande auditório do ISCTE-IUL, um livro que saiu há cerca de um ano atrás. Liderado por Manuel Castells, João Caraça e Gustavo Cardoso e com a participação dos sociólogos, cientistas sociais e filósofos Michel Wieviorka, John B. Thompson, Rosalind Williams, Sarah Banet-Weiser, Craig Calhoun, Pekka Himanen, Ernesto Ottone, You-Tien Hsing e Theri Rantanen. E os autores do livro “Ideias Perigosas para Portugal” João Caraça, Gustavo Cardoso, Ana Catarina Santos, Sandro Mendonça e do jornalista Paulo Pena.

Assistimos a um interessante video sobre o tema, várias vozes se prenunciaram sobre a metamoforse da crise. Falou-se que o carpem diem do capitalismo chegará ao fim. Falou- se no poder económico e nas campanhas lucrativas sobre a crise vs o poder social, da queda da crença e dos valores por um sistema traidor, que origina revoltas, tragédias e violências por todo o mundo. Do grande desequilíbrio da balança dos poderes, das grandes fronteiras invisíveis que estão em todo o lado onde nos viramos e principalmente, na minha opinião, da falta de reconhecimento do conceito de nacionalismo. Mas na verdade, são estes desequilíbrios que vão dar origem a novos modelos de organização na sociedade, a outros movimentos, ao qual esperamos que todos nós possamos-nos unir, dentro de uma cultura de fé, e não numa cultura de indignados, como estamos a assistir. Pois, é verdade, os portugueses são conhecidos por falar, falar, falar.. mas somos passivos, comparativamente a outros países. Por exemplo, por cá tivemos a manifestação da geração à rasca, e noutros países a situação foi muito mais grave, em termos de violência. O problema, é que estamos sempre há espera que o governo resolva tudo, pois fomos assim educados! Do protector Pai governo, que é um chato! Tentamos sempre fugir a ele, quando no fim, lá pensando bem, precisamos dele! Por outro lado, existe uma ausência de governação, de sentido governativo de organização de algo, e ficamos sempre à espera que o pai resolva!

Destas teorias emanadas pelo documentário, ficou a faltar muita coisa na minha humilde opinião... cansada de ouvir falar em sistema económicos, em estratégias empresarias a faltar por resolver, penso que as pessoas estão todas fartas de ouvir falar do mesmo!

Ora, como se reconstrói uma sociedade em descrédito total pelo sistema governativo, pelas empresas, pelos amigos, e até pelo cão da vizinha? Pois é... mais modelos económicos? o mesmo modelo com algumas alterações? ...pois não sei, por mim, a questão centra-se no social e não mais nos modelos económicos e empresariais. Quem pode "salvar", são as pessoas, pois são elas que fazem tudo funcionar. As pessoas, por seu lado, precisam de elas próprias, precisam também de acreditar em elas próprias! Retirar o medo pelo futuro, pela ganho da proximidade com os outros é ganhar vida! A cumplicidade, as portas abertas da nossa casa, a partilha do nosso pão, é a vida socialmente aceite, que gera confiança.

A indignação dos homens é pouco construtiva e bloqueia a criatividade para a acção, se a sociedade se divorciou do mercado, então procure outro amor, mas sempre acreditando que é possível. Para o futuro, vamos tentar educar a sociedade para uma cultura de valores enraizada nos bens espirituais da sociedade, não falo de religião, mas sim do direito, da ética, da ciência, das artes ... música, dança, teatro, cinema, etc.. aquilo que nos faz sentir, sentir que estamos cá por alguma razão, sentir alegria, choro, ... emoções intensas, sentimentos reais.
Os problemas sociais vão sempre existir, mas percebe-se, que falta a força intelectual para os resolver e, como tal, impera a crença que se pode superar os problemas com mais conhecimento,mais e mais, e usa-se e abusa-se dos bens materiais, para compensar a falta. Será assim tão difícil entender??

O verdadeiro perigo da crise, é aquilo em que nos tornámos, aquilo que somos, enquanto indivíduos numa determinada sociedade.

O Projecto da Quinta Eco-pedagógica

O Projecto da Quinta Eco-pedagógica do Oeste está a crescer, está a aprender a ser. A ser um espaço para a comunidade de Torres vedras, onde se vão encontrar diversos interesses. Onde crianças, adultos e idosos se encontram e celebram o bom da vida.
A Quinta quer fazer parte da vida escolar, e ajudar no desenvolvimento de uma educação para o reconhecimento e respeito pela dignidade humana. Acredita na natureza e no seu impacto, para formar cidadãos motivados para as questões sociais, por forma a contribuir para a adopção de comportamentos responsáveis face à saúde e ao meio ambiente.

Conta também, com a organização de outros eventos, festas comunitárias, festivas ou tradicionais, e aniversários para todas as idades.
A vida no campo e o contacto livre com a horta, os animais e as diversas actividades eco-pedagógicas, tais como, um dia na quinta, jogos tradicionais, caça aos tesouros, ateliers, actividades nocturnas, ... etc...

Vamos ter por companhia, a viver na quinta, a galinha Zeza e o galo Paulo , que esperamos que sejam felizes. E também a vinda de patos, porcos, coelhos e cabritas para começar.

Vamos ter uma estufa de grande capacidade para produzir e comercializar produtos biológicos de qualidade, acções de formação, e promover as vantagens para uma alimentação saudável.
Um espaço para a família viver em conjunto, livre e aberto a todos, num ambiente rural e tranquilo. Um local de encontro e conversas fiadas, de partilhas e diálogos felizes.

Vamo-nos encontrar, vamos celebrar!